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O profissional da saúde, de uma maneira geral, parece escolher a profissão não por razões financeiras – ao menos num primeiro momento: nós nos tornamos esse tipo de profissional muito mais por um sentido de vocação do que para “apenas” trabalhar por dinheiro. Nós, que trabalhamos na área da saúde, somos impelidos pela força de sermos cuidadores. E isso pode ser um problema para quem quer liberdade e satisfação financeira.

Apesar disso, o que acontece em nossa sociedade capitalista e consumista por natureza é que, cedo ou tarde, percebemos o quanto o aspecto financeiro é essencial para os planos da nossa vida. 

Infelizmente, parece que existe uma crença culturalmente enraizada: acreditamos que a prestação de serviço de saúde é algo difícil de ser mensurado em termos financeiros.

Afinal, como mensurar o preço de um serviço que irá tirar a dor de alguém e que sabemos que irá melhorar a qualidade de vida dela? Parece não ter preço, não é mesmo? 

Contudo, esse trabalho tem um preço sim, pois estudamos e nos dedicamos muito para esse serviço!

Podemos até reservar uma parcela de nosso tempo para caridades e pro bono (termo mais utilizado na advocacia para trabalho gratuito) mas, para além disso, trabalho é trabalho.

Logo, é possível identificar alguns fatores e padrões de comportamento que nos impedem de conseguir aumentar nosso ganho e conquistar liberdade e satisfação financeira e, consequentemente, investir em nosso futuro.

Veja abaixo as principais dicas!

A falta da autovalorização

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O primeiro motivo deste problema é, justamente, a falta de valorização do próprio profissional com o seu trabalho. Nós acabamos não nos dando o devido valor e, muitas vezes, até nos sentimos sem jeito de aumentar o preço de nossa sessão de atendimento, nossa consulta ou aula.

Para muitos é um martírio aumentar o preço da sessão, nem que seja em 10% depois de 3 anos cobrando o mesmo valor. Porém, se pensarmos que estamos gastando durante este período, pagando quantias significativas de dinheiro para fazer uma nova especialização – que por si só nos daria o direito de aumentar os valores, devemos nos tranquilizar com essa opção. Isso tudo, é claro, sem falar da inflação acumulada.

Saber o próprio valor

Quantos profissionais já não chegaram ao ponto em que o próprio paciente/cliente, principalmente aquele que valoriza o serviço e entende como funciona a relação monetária do profissional da saúde, aumenta o valor da nossa consulta? Ou então já ouvimos: “Maurício, você está há muito tempo sem aumentar o valor de sua sessão, vou passar a te pagar tanto”?

É claro que nos sentimos agradecidos, mas, ao mesmo tempo, nos sentimos envergonhados por ainda não sabermos lidar com a forma justa de cobrar pelo próprio serviço e entender a importância de liberdade e satisfação financeira.

Sabemos que o profissional da saúde acredita em sua vocação e na necessidade de ajudar o próximo. Entretanto, muitas vezes ele esquece que sua profissão é como todas as outras – não mais nem menos importante do que um advogado, um executivo de empresa ou um vendedor.

Todos temos nossa função na sociedade e todos merecemos o valor que acrescentamos a ela com nosso trabalho. Merecemos ser pagos e remunerados pelo nosso serviço!

Sempre caímos na armadilha de pensar: “Ah, meu valor está justo!”; “Ah, não preciso de tanto dinheiro assim!”; “Se eu conseguir o valor para pagar as contas, já é o suficiente”.

Mas fica o aviso: enquanto vivermos apenas para pagar contas, será só isso. Esse, aliás, é um grande erro que nos leva a outro motivo para não ganharmos e guardarmos mais dinheiro. Leia abaixo qual é a segunda razão.

Falta de ambição

Não sei o porquê de muitos verem a palavra “ambição” com certo preconceito, como se fosse errado querer mais.

Não falo de ambição como ser desonesto ou passar por cima de alguém, mas sim de ter aquela vontade de evoluir – tanto profissionalmente quanto financeiramente – e saber que sim, isso irá trazer mais tranquilidade na sua vida. Ter melhor remuneração financeira te permite conquistar mais bens materiais, oportuniza realizar viagens, viver experiências e, consequentemente, ser mais feliz. Por que não?

Existe a visão errônea de que quem tem muito dinheiro é ganancioso ou teve que fazer algo desonesto para chegar onde está é fútil.

Quantos de nós já não ouvimos e até repetimos frases como “para ser rico, alguém tem que ser pobre” ou “o rico, para ser rico, passa por cima dos outros” ou ainda “todo rico é ladrão”. E por aí vai. 

Entretanto, se pensarmos um pouco, isso tudo é uma grande bobagem. A maioria das pessoas que chegaram onde estão hoje trabalharam duro para ter suas conquistas e obter liberdade e satisfação financeira.

A grande diferença dessas pessoas para outras, sem conquistas, é uma: foco. Além disso, o senso de competitividade e mentalidade firme colaboram muito. E isso vale para qualquer tipo de profissional.

Diferentes mentalidades profissionais

Tem o trabalhador humilde que tem a mentalidade de ganhar na casa das centenas porque é como a vida lhe ensinou a ser. Ou seja, se no final de mês ele ganhou o suficiente para sua subsistência é o suficiente. 

Porém, tem aqueles que pensam na casa dos milhares, em que o salário ou a renda de 2, 3, 4 mil reais vão permitir pagar as contas e ainda ter algo a mais para gastar no fim do mês. Mas, ainda sim, algumas dessas pessoas  passam um certo sufoco no final de cada mês.

E ainda, há os que pensam na casa de dezenas de milhares (classe de grande nível escolar e intelectual), que é a alta classe média: médicos, juízes, executivos de multinacionais, comerciantes de médio porte, entre outros.

Ademais, há quem pense em milhões ou até mesmo nos bilhões. Esses últimos talvez estejam voltados somente para os nomes como “Bill Gates” e “Abílio Dinizes”. Mas esse é um bom ponto de partida para observarmos como está nossa mentalidade financeira.

Outro motivo que identifico que faz com que tais “idealistas profissionais da saúde” não consigam ir um pouco além na questão financeira é simples. Vamos conversar sobre o próximo tópico nas linhas abaixo.

Falta de educação financeira

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Quem aí conhece algo além da caderneta de poupança? Ou conhece os tipos de aplicação de renda fixa como Tesouro Direto, CDBs, LCI, LCA, entre outros? Ou ainda não sabe o que é renda variável e acha que a bolsa de valores é um bicho papão?

Antes mesmo disso tudo: quem aí se paga pelo menos entre 10 a 20% do que ganha para fazer algum tipo de aplicação financeira? E não estou nem falando dos 30% que especialistas dizem ser o ideal.

Para quem já faz algum tipo de aplicação financeira sabe o quanto é difícil fazer o dinheiro render. Com os juros tão baixos quanto estão (2% ao ano em Outubro de 2020) a caderneta de poupança e outras aplicações de renda fixa estão pagando muito pouco.

Também não podemos esperar que gerentes de banco de grandes instituições financeiras ou o nosso governo irá fazer alguma coisa para nos ajudar. Os bancos só visam o lucro e nosso governo é, bem, o nosso governo. Portanto, a falta de educação e orientação financeira de grande parte da população é um dos fatores que influencia diversos profissionais, entre eles os da saúde, a terem dificuldade em conquistar liberdade e satisfação financeira.

Quebrando o ciclo

Quebrar um ciclo é outro dos grandes problemas que estamos analisando. Muitos profissionais até conseguem ganhar mais dinheiro ou cobrar melhor pelos seus serviços, mas mesmo assim continuam endividados e passando aperto. A dificuldade está em quebrar este ciclo e promover uma mudança.

Conheço fisioterapeutas que cobram 200, 300 reais por consulta, têm as agendas cheias e ainda vivem se queixando que vivem só para pagar as. Ou seja, mesmo que essas pessoas tenham passado para um outro patamar de ganhos, elas aumentam seus gastos na mesma proporção.

Portanto, nestes casos, muitas pessoas caem nas armadilhas do consumo imediatista e, por falta de planejamento financeiro, permanecem no ciclo vicioso de ganhar e gastar dinheiro. 

Além disso, existem grandes marcos da vida que sugerem grandes gastos; situações como casamento, apartamento novo, carro novo, viagem dos sonhos, o nascimento e criação de filhos e etc. Às vezes, nestes momentos juntamos o dinheiro suficiente (ou entramos em pesados financiamentos) para uma grande realização, mas logo em seguida voltamos a precisar de mais para mais planos, e assim sofrermos mês a mês com as novas dívidas.

É óbvio que muito do que falei vale para qualquer tipo de pessoa e profissional.

Mas juntando a falta de educação financeira, falta de planejamento de gastos, de autovalorização e de ambição no trabalho, chegamos a um triste resultado que é observar bons profissionais desistindo de profissões da saúde. Estes profissionais imaginam que, justamente por tanta dedicação, não compensa o quanto se ganha.

Como mudar seu comportamento financeiro

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Com isso, percebemos que o problema está enraizado em algo muito maior:  falta de cultura e de aprendizado financeiro que nem nossos pais ou nossas escolas nos ensinaram.

Aliás, muitas vezes, enriquecer é algo que nem passa pela nossa cabeça por acharmos que não faz parte da nossa realidade.

Mas um dos principais motivos para não começarmos as mudanças são os próprios bloqueios que colocamos a nossa frente: “não consigo ter tempo para me dedicar a isso…já trabalho 12 horas por dia…não tenho essa capacidade…não preciso de mais…não vou mudar…tenho medo de arriscar…e por aí vai.

Como exercício, irei enumerar 10 atitudes possíveis que podemos começar imediatamente para gerar possíveis mudanças:

  1. Cobrar melhor;
  2. Atrair novos clientes/pacientes;
  3. Empreender;
  4. Dominar as mídias sociais;
  5. Gerar outras rendas (dar cursos, escrever um livro, canal de Youtube);
  6. Procurar um emprego melhor;
  7. Se pagar com uma parcela do que ganha antes de começar a gastar;
  8. Diminuir os gastos para o essencial;
  9. Abrir um conta de investimento;
  10. Educar-se financeiramente através de cursos, livros, internet;

Algumas coisas podem parecer distantes ou fora da realidade para muitos, mas outras só carecem de tomar a atitude de começar.

Se conselho fosse bom…

A ideia desse texto não é dar conselhos nem dizer como cada um deve agir. Também, este artigo não é para mudarmos de mentalidade e atitude de uma hora para a outra.

Portanto, afirmo que meu objetivo com este texto é tentar fazer com que observemos nossas atitudes e traçar nosso padrão. Assim, é mais fácil para quebrá-la buscar a liberdade e satisfação financeira que tanto se busca. 

Imagino que se você está lendo esse artigo até esse momento é porque há algo em você que diz não estar satisfeito com sua carreira e/ou atual situação financeira.

Contudo, uma coisa é certa: não há fórmula mágica para alcançar qualquer tipo sucesso, isso todos nós já ouvimos. Porém, é possível trabalhar na conscientização do nosso comportamento financeiro e na vontade de querer mudar profundamente.

Eu quis apenas ilustrar nesse texto, através de minhas próprias experiências e de outros profissionais do meu convívio, um pouco de como nossa criação e nosso meio cultural influencia na valorização do nosso trabalho. Cada um tem seu próprio caminho a seguir, mas acredito que toda ajuda e diferente visão será bem vinda.

Irei deixar na bibliografia alguns livros e artigos que me ajudaram muito a mudar minha visão do dinheiro, forma de investir e, consequentemente, ajudaram a mudar o meu foco e minha mentalidade no que diz respeito ao trabalho e geração de renda.

Bibliografia:

Os segredos da mente milionária – T. Harv Eker

Pai Rico, Pai Pobre – Robert Kiyosaki e Sharon L. Lechter

Geração de Valor – Flávio Augusto da Silva

https://blog.rico.com.vc/onde-investir

https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/investimento-para-iniciantes/