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Desde o momento em que nos demos conta da situação atual, inúmeras dúvidas surgiram. Algumas delas, é claro, estão relacionadas aos exercícios físicos na quarentena. Como manter uma rotina? Como saber quais exercícios praticar? É mesmo necessário praticar exercícios físicos na quarentena?

Nesse texto, iremos tratar sobre um dos inúmeros benefícios dos exercícios físicos. Além disso, você também descobrirá porque eles são tão importantes para o período que estamos enfrentando. Vamos lá?

A causa da quarentena

O surgimento de uma nova variedade de coronavírus (um vírus pertencente à família Coronaviridae e da ordem Nidoviralis) capaz de infectar humanos mudou completamente a rotina de todos. 

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937, mas apenas em 1965 o vírus passou a ser descrito com a atual nomenclatura. Esta se refere à palavra latina usada para referenciar “coroas” ou “halos”, devido à aparência do vírus.

O principal problema em relação ao vírus se encontra na sua alta capacidade de disseminação, unida à vulnerabilidade da população. Esta pode ser causada pela falta de imunidade às novas cepas do vírus.

Os sintomas da doença causada por essa nova variedade do vírus, a Covid-19, incluem coriza, dor de cabeça, tosse e febre. É possível conferir todos os sintomas no site do Ministério da Saúde, bem como acompanhar o número de casos no país

Exercícios físicos na quarentena: prevenção ao Covid-19

No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a disseminação da Covid-19 já poderia ser considerada uma pandemia. Entre as recomendações de prevenção, foi destacada a importância da prática do exercícios físicos na quarentena.

Essa orientação, endossada também por outras organizações de saúde como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ASCM) e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), determina que “a prática regular de exercícios físicos está associada a uma melhora da função imunológica em seres humanos”.

Além disso, ela reitera que “pessoas ativas fisicamente têm menor chance de apresentar diversas (…) patologias crônico-degenerativas que levam seus portadores a serem considerados de maior risco para a infecção pelo coronavírus” e, por fim, que “isso é importante, principalmente, nos idosos, comprovadamente bastante vulneráveis a esta pandemia”.

Exercícios físicos na quarentena: sua importância para a imunidade

O estudo da relação entre o exercício físico e sua resposta imune teve grande impulso a partir da metade da década de 70. A partir daí, percebeu-se que a movimentação gera um desvio da homeostase orgânica, levando à reorganização das respostas de diversos sistemas, entre eles o sistema imune.

Ainda existem questões sobre o assunto, mas é possível afirmar que o exercício físico de intensidade moderada praticado com regularidade parece melhorar a capacidade de resposta do sistema imune. Enquanto isso, o exercício de alta intensidade praticado sob condições estressantes parece provocar um estado transitório de imunodepressão. Esse estresse é resultado de algumas variáveis, entre elas o nível de condicionamento físico do indivíduo. 

No Brasil, estima-se que 47% da população seja sedentária, de acordo com um estudo feito pela OMS. Quando percebemos que durante a restrição de deslocamento devido à quarentena o nível de movimentação diário tende a diminuir, a situação torna-se ainda mais preocupante. Por isso, é extremamente importante que os exercícios físicos na quarentena sejam recomendados.

Os exercícios físicos como uma oportunidade na quarentena

Diante das recomendações acima descritas e reforçadas diariamente pela mídia, é provável que a procura por exercícios físicos na quarentena aumente. Além de buscar entender como prevenir o Covid-19, as pessoas (mesmo as que costumeiramente não são adeptas da prática) se mostrarão mais interessadas em descobrir como se manter ativo em casa.

Além disso, é possível extrair daí uma oportunidade enquanto profissionais de educação física. Isso pode ser percebido a partir de dois elementos, descritos a seguir.

O primeiro é o de que, em 2019, um quarto do conteúdo consumido pela população mundial já advém da internet. De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), o ano de 2020 marca a superação da mídia televisiva como maior fonte de informação das pessoas. Isso indica que muitas pessoas irão buscar na internet maneiras de realizar esse desejo de praticar exercícios físicos na quarentena.

O segundo ponto diz respeito a algumas questões relevantes que devem ser consideradas na prescrição de um exercício, como aspectos biomecânicos, fisiológicos, motivacionais e individuais. Isso torna essencial que as pessoas que estejam iniciando ou procurando manter a prática de exercícios físicos na quarentena verifiquem a fonte que a prescreve. Afinal, como é costumeiro ouvir, “a internet tem todos os treinos, menos o seu”. 

A partir disso, percebemos que existe a possibilidade de manter as pessoas ativas através da internet ao avaliar e encaminhar exercícios personalizados aos clientes. É o que está sendo feito na plataforma Movimento em Casa, por exemplo.

Conclusão

A partir do que foi descrito acima, pode-se perceber a importância da prática de exercícios físicos na quarentena para a imunidade de cada indivíduo, bem como a possibilidade de ajudar enquanto profissional da área. 

A Resolução CONFEF nº 046/2002, por exemplo, indica que o profissional de educação física é especialista em atividades físicas nas suas diversas manifestações. Entre elas, é claro, estão as atividades laborais e do cotidiano, e seu propósito enquanto profissional é prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde. 

Dessa maneira, os profissionais da área estariam contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários. Para isso, é claro, é preciso observar os preceitos de responsabilidade, segurança, qualidade técnica e ética, tanto no atendimento individual quanto no coletivo.