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Será que sua aula é tão boa quanto seu aluno merece? Isso depende muito, mas podemos te garantir que se você comete um desses 7 erros que acabam com a didática algo não está indo muito bem.

Além de comprometerem a sessão individual, eles também prejudicam os resultados do treinamento e podem convencer o aluno a abandonar a prática.

Aprenda mais sobre esses erros que acabam com a didática para conseguir evitá-los durante suas aulas, continue lendo.

#1 Não trabalhar o corpo de forma global

Sem uma visão do corpo como estrutura global e interconectada não conseguimos aplicar um tratamento eficiente.

As articulações, por exemplo, atuam através de um complexo sistema de compensações que fazem com que a parte da lesão nem sempre seja a que está dolorida.

Graças ao conceito articulação por articulação entendemos que a necessidade que falta em uma região fica exagerada em outra. Assim, um quadril rígido causa uma lombar instável e com dor.

#2 Ignorar fatores biopsicossociais

A dor pode surgir em um corpo por causa de uma lesão traumática, mas algumas vezes ela está relacionada também ao estado psicológico do indivíduo.

Pessoas estressadas tendem a ter musculaturas mais tensas. Pessoas rígidas psicologicamente têm articulações menos móveis e por aí segue.

Assim, devemos avaliar também os fatores biopsicossociais que levaram ao surgimento daquela lesão ou dor. Em casos mais extremos o paciente precisará de ajuda especializada para resolver o distúrbio emocional que está impedindo a recuperação do corpo.

#3 Exagerar no trabalho de estabilidade ou mobilidade

Cada articulação do corpo possui uma necessidade primária de estabilidade ou mobilidade. A lombar, por exemplo, possui necessidade de estabilidade enquanto o quadril precisa de mobilidade.

Durante uma aula precisamos trabalhar ambas as necessidades. Quem foca somente na estabilidade, o caso mais comum, desenvolve um corpo rígido e propenso a lesões.

Nada em excesso é interessante para nosso corpo, portanto comece a avaliar quais necessidades está trabalhando e se esse é o caso ideal para seu aluno.

#4 Não utilizar técnicas complementares

Será que sua aula precisa ficar limitada pela sua modalidade? Não importa quão completo ou eficiente o Pilates e o funcional sejam, em certos momentos um pouco de terapia manual pode ajudar.

Profissionais que evitam combinar técnicas perdem vantagens. Já falamos bastante a respeito do uso de exercícios do funcional em aulas de Pilates e vice versa.

Os exercícios servem para complementar o repertório, deixando as sessões mais dinâmicas e também para trazer todos os benefícios da outra modalidade para sua aula.

Não tenha medo de aplicar métodos diferentes na sus aulas, os benefícios são imensos!

#5 Não ter uma evolução do aluno em mente

Nesse tópico podemos citar dois tipos de profissionais: os que ainda não aprenderam a fazer uma evolução lógica do aluno e os que não preparam aulas individuais pensando nessa evolução.

Os dois terão problemas em pouco tempo já que seu aluno deixará de obter resultados.

A evolução te dá um objetivo para curto, médio e longo prazo. Sem ela, a preparação de aulas fica bastante difícil e eventualmente o próprio cliente percebe essa falta de planejamento.

Precisamos ter em mente exatamente o que nosso aluno precisa melhorar para passar para o próximo estágio.

Uma dica: a avaliação te ajuda muito nesse processo.

#6 Pular a preparação do movimento

Exercícios de preparação nem sempre são muito interessantes. Na verdade, eles são aqueles que seu aluno provavelmente reclama para fazer e que você gostaria muito de pular para deixar a aula mais dinâmica.

E algumas pessoas fazem exatamente isso, mas estão erradas.

Os movimentos preparatórios existem por um motivo: ajudam nosso aluno a se preparar para os exercícios mais complexos e evitam lesões.

Eles ajudam a corrigir padrões funcionais de movimento e ainda te dão a oportunidade de usar exercícios mais avançados posteriormente.

É essencial ser paciente e aplicá-los para que o aluno consiga realmente aprender o movimento.

#7 Usar movimentos sem objetivo

O que seu aluno vai aprender com o movimento ensinado em aula? Será que esse movimento tem algum objetivo?

Precisamos incorporar em nossas aulas exercícios que ensinem os alunos a se mover de forma funcional, mas alguns profissionais deixam de fazer isso para dar uma aula mais “divertida” ou “dinâmica”.

Se o único motivo de incluir aquele movimento na sua sessão é porque achou ele legal e gostaria de descontrair seus alunos repense o planejamento.

Todos os exercícios de uma sessão precisam de um objetivo específico, não importa se ele está lá para preparar o movimento para algo mais avançado ou recuperar habilidades funcionais.

Conclusão

Existem muitos erros que acabam com a didática, muito mais que 7. Mas esses apontados no texto são os mais frequentes em aulas por aí. É muito importante estar atento durante a aula para não cometê-los.

Muitas vezes, os erros que acabam com a didática começam no planejamento. Portanto, é válido lembrar que no momento do planejamento você deve estar atento a eles, sempre buscando novas maneiras de melhorar seu desempenho como professor.