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A falta de atividade física é um problema crescente no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024, 6 a cada 10 brasileiros não costumam praticar exercícios no tempo livre, um dado preocupante quando falamos em saúde preventiva.

A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos por semana para manter o corpo saudável e reduzir o risco de diversas doenças. No entanto, a realidade é que apenas 40,6% da população adulta das capitais brasileiras e do Distrito Federal seguem essa orientação.

Os números vêm do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com dados levantados em 2023. 

Mas afinal, como a atividade física pode ajudar a reverter esse cenário e promover a saúde preventiva? Vamos entender melhor a seguir. Boa leitura!

O impacto da atividade física na saúde preventiva

Em suma, ainda em concordância com a OMS, a atividade física realizada de forma regular é um elemento-chave na proteção, na prevenção e no controle das doenças cardiovasculares, como diabetes tipo 2 e outros diversos tipos de cânceres.

As projeções da OMS para o futuro, de fato, não são muito positivas, tendo em vista que, conforme os últimos levantamentos, há indícios de que, entre 2020 e 2030, cerca de 500 milhões de pessoas acabam desenvolvendo doenças cardíacas, como diabetes, obesidade, entre outras, devido especialmente à falta de exercícios físicos. 

Esse cenário reforça a importância de políticas e ações voltadas para a saúde preventiva, incentivando hábitos mais saudáveis desde cedo.

É importante enfatizar que o processo de sedentarização dos seres humanos encontra-se diretamente atrelado ao avanço tecnológico. Quando pensamos nos nossos ancestrais, em um momento da existência no qual se vivia da pesca, da caça e da agricultura, o gasto energético era muito maior, em detrimento das condições de existência daquele momento.

No entanto, a vida moderna, além de trazer conforto no sentido tecnológico, em termos de moradia e existência coletiva, também trouxe consigo a não necessidade de exercitar-se.

Afinal de contas, a locomoção tornou-se mais simples, bem como as próprias atividades do cotidiano, como preparar o alimento, comer, dormir, etc. É em razão disso que, cada vez mais, os números de doenças atreladas ao sedentarismo crescem expressivamente. 

Qual a diferença entre atividade física e Educação Física?

A princípio, esse questionamento pode parecer simples, mas, em tese, não é tanto assim. Podemos compreender, enquanto atividade física, todo ou qualquer movimento que resulta da contração muscular e do esqueleto que, por sua mecânica em essência, possui a capacidade de aumentar o gasto energético acima do repouso.

Isso significa, portanto, que não é preciso praticar algum tipo de esporte ou atividade de alto impacto para obter resultados que visam o mantimento da saúde em sua totalidade. Basta, literalmente, colocar o corpo em movimento. 

Uma caminhada até a padaria ou o supermercado, subir um lance de escadas, ao invés de usar o elevador – essas pequenas decisões realizadas no cotidiano podem ser um diferencial e contam como atividade física.

A Educação Física, por sua vez, enquanto ciência e disciplina, possui grande influência na saúde preventiva a partir da promoção da atividade física. O profissional de Educação Física, nesse sentido, possui uma série de atribuições.

Seja ensinando a forma certa de executar determinados exercícios em uma academia, ou até mesmo orientando atividades de alongamento, acompanhando, também, quadros de recuperação pós-cirúrgica junto de médicos especializados.

A atividade física é recomendada para qual faixa etária? 

Não existe uma idade mínima indicada para fazer atividades físicas. Na realidade, recomenda-se que todas as faixas etárias realizem algum tipo de exercício físico no dia a dia.

No entanto, essa atividade, dependendo da idade em questão, possuirá objetivos diferentes. Por exemplo, para crianças e adolescentes, um maior nível de atividade física contribui diretamente para a melhora do perfil lipídico e do metabolismo, reduzindo, também, a incidência de obesidade.

Para pessoas da terceira idade, a atividade física tem outros objetivos e outros benefícios como, por exemplo, auxiliar na saúde preventiva. Ela ajuda na prevenção da osteoporose e na manutenção da massa muscular, que, com o avanço da idade, tende a catabolizar.

O objetivo da atividade física para pessoas da terceira idade visa a ampliação ou manutenção de força, flexibilidade e equilíbrio para realizar tarefas do cotidiano, além de afetar diretamente a autoestima e a consciência corporal.

Como incluir a atividade física como parte da rotina diária?

No mundo contemporâneo, pautado por relações cada vez mais líquidas, como apontou o sociólogo Zygmunt Bauman, o caos que permeia atividades como cuidar da casa, deslocar-se até o trabalho, cumprir a jornada laboral e, em seguida, retornar para casa pode suprimir uma quantidade significativa de tempo.

A pergunta mais importante nesse sentido é: como conseguir conciliar atividade física com tudo isso?

O governo federal brasileiro, a partir do Instituto Nacional de Câncer (INCA), considerando a realidade brasileira, elaborou alguns tópicos com dicas que podem ajudar a incluir a atividade física no dia a dia de forma simples. 

O primeiro ponto é compreender que a atividade física não precisa ser desprazerosa – na verdade, pode ser um momento de descontração e divertimento. Movimentar o corpo não significa ter que ir para uma academia, se optar por essa decisão, tudo bem, é uma excelente atividade física, mas isso não é uma obrigatoriedade. 

É possível escolher uma prática que possa ser realizada junto de outras atividades úteis do cotidiano, como caminhar com um amigo ou uma amiga, andar de bicicleta, passear com um animal de estimação, nadar, entre outras atividades.

A melhor forma de incluir a atividade física no dia a dia é estabelecendo metas reais e mantendo a regularidade, afinal de contas, esse tipo de atividade precisa ser realizado com constância. 

Com a inclusão da atividade física na rotina diária, é possível não apenas melhorar o condicionamento físico, mas também reforçar a saúde preventiva, reduzindo o risco de doenças e promovendo o bem-estar geral.

Por fim, uma dica essencial é procurar orientação profissional, dependendo do caso. Consultar um profissional de Educação Física para montar um plano de atividades em casos mais extremos pode ser um grande diferencial para a saúde.

Conclusão

A saúde preventiva está diretamente ligada à prática regular de atividades físicas, independentemente da idade. Desde a infância até a terceira idade, o movimento atua na prevenção de doenças, na manutenção do bem-estar e na melhoria da qualidade de vida.

Os dados demonstram que grande parte da população ainda não se exercita o suficiente, o que contribui para o aumento de doenças crônicas e impactos negativos na saúde pública. 

O acompanhamento médico é essencial para garantir que a prática de exercícios seja feita de forma segura, especialmente para aqueles com condições preexistentes. Separar um momento do dia para fazer atividades físicas não é perder tempo – pelo contrário, significa ganhar ainda mais tempo.

Adotar um estilo de vida mais ativo não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade para viver mais e melhor. Seja por meio de esportes, caminhadas ou exercícios planejados, movimentar-se é um investimento valioso para o presente e o futuro da sua saúde.

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