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Por que usar a Avaliação MIT para Entender seus Alunos?

Não importa se você trabalha com Pilates, funcional ou outras modalidades. Quando um aluno te procura, ele quer atingir algum objetivo. Talvez ele deseje emagrecer, aliviar uma dor crônica ou conseguir o tratamento de uma patologia. Mas se você não realizar uma boa avaliação nunca conseguirá oferecer isso ao aluno.

Quem deixa de avaliar corretamente está fadado a perder alunos. Se você sofre com abandono, então comece a revisar seus métodos para conseguir aplicar uma boa Avaliação MIT.

Importância de uma Ótima Avaliação MIT

Quero começar esse tópico te avisando que informação nunca é demais. Algumas vezes pensamos que já sabemos tudo sobre um caso porque o paciente explicou detalhadamente, mas isso não é o suficiente.

Por acaso se eu te disser que uma pessoa tem hérnia de disco, há quanto tempo a patologia foi diagnosticada, os sintomas e a altura da herniação você saberia me dar um tratamento?

Se a resposta foi sim, parabéns, porque eu não conseguiria isso sem realizar uma Avaliação MIT muito detalhada nesse paciente. Mesmo com todos os exames de imagem em mãos não conseguimos entender exatamente o problema que o afeta.

Sem ver e avaliar o aluno posso admitir que não sei exatamente nada sobre ele. Mesmo que o exame venha com o diagnóstico do médico não conseguimos ver o problema completo.

Nunca estamos trabalhando só com uma coluna ou com um joelho lesionado. Estamos trabalhando com uma pessoa com suas cadeias musculares, fascias e desequilíbrios únicos, além de uma mente que controla tudo.





Importância da Avaliação para Retenção de Alunos

Sabia que uma boa Avaliação MIT também ajuda a melhorar a motivação do aluno? É claro que tudo depende da abordagem utilizada. Quem trata a avaliação como uma prova e mostra para o aluno no que ele foi mal terá problemas no futuro. O cliente já sabe que tem problemas de movimento, por isso está na sua aula.

A avaliação é um momento para saber o que o aluno tem de bom, o que ele já melhorou e o que precisa melhorar. Quando realizamos avaliações periódicas e mostramos ao paciente sua evolução ele fica mais motivado.

Ele percebe, por exemplo, que foi de uma nota 3 para uma nota 6 naquele período. Além de se alegrar com seu progresso ele percebe que ainda pode evoluir com o treinamento.

Mesmo que o problema que o aluno está tentando resolver ainda não tenha solução, ele percebe que está tendo resultados. É uma forma de evitar que o paciente fique em dúvida sobre o método escolhido.

Só lembre-se que a forma de apresentar os resultados também altera a percepção do aluno. Dizer para alguém que sua mobilidade está ruim, seu equilíbrio é péssimo ou que o joelho não funciona é uma forma de deixar a pessoa negativa com a situação.

Quem já estudou um pouco de PNL (programação neurolinguística) sabe o poder que palavras negativas têm. Ao invés de motivar alguém a evoluir, elas desestimulam e deixam um sentimento ruim a respeito do que foi falado.

Precisamos usar os estímulos mentais adequados para conseguir resultados com um aluno. Evite usar negativos e sempre dê ênfase a algo que está bom ou normal. Quando precisar falar de um negativo, mostre-o como um ponto que vai melhorar.

Passos Básicos para uma Boa Avaliação MIT

Sabendo a importância de uma boa avaliação precisamos aprender a realizá-la com eficiência. Separei 5 passos básicos que vão te ajudar nesse processo.

1. Histórico Clínico e Entrevista

O histórico clínico de um paciente é importantíssimo. Nós sabemos que alguns pacientes trazem dezenas de exames de imagem para vermos o seu caso, mas outros não. Sempre devemos procurar conhecer seu histórico, mesmo que seja questionando a respeito de dores e patologias anteriores.

Converse com seu paciente e nunca apresse a entrevista. Nosso sistema musculoesquelético possui “memória” e mesmo lesões antigas podem afetar suas estruturas atualmente. Portanto, entenda muito bem tudo que já ocorreu com esse aluno para ver de onde surgiu o quadro atual.

Também devemos investir os hábitos de lazer e trabalho de qualquer um que nos busca para atendimento. O corpo de alguém que joga futebol de fim de semana com os amigos terá mecanismos de lesão diferentes que aqueles que afetam um trabalhador de escritório completamente sedentário.

A responsabilidade de descobrir essas informações é completamente do profissional. Algumas vezes o aluno as omite ao falar da patologia porque não sabe que são importantes. Então lembre-se de perguntar na entrevista sobre todos os detalhes.

Se precisar, insista. Algumas pessoas não lembram que já sofreram lesões no passado, especialmente se for muito tempo atrás. Outras não consideram pequenas dores rotineiras como um problema. Além disso, ele pode estar tão focado na dor atual que esquece que possui dores em outras partes do corpo que podem estar relacionadas.

Em alguns casos você ainda precisará trabalhar em parceria com o médico responsável pelo paciente. Isso se aplicar a patologias que exigem tratamento multidisciplinar, como fibromialgia e problemas neurológicos, ou pós-operatório.

2. Avaliação Postural

Quero começar lembrando que não existe postura perfeita. A maioria dos alunos sofrem com algum grau de desvio, alguns deles não atrapalham nos movimentos, outros causam sérios desequilíbrios. Por isso, avaliar esse fator indica muitos desequilíbrios que existem no corpo.

Problemas posturais influenciam todo o corpo, inclusive levando a maior dificuldade na respiração e até nos processos cardiovasculares. Devemos começar a avaliar a postura desde antes da sessão começar. Quando vemos o aluno sentado esperando sua hora, por exemplo, já dá para perceber a posição da coluna, ombros e quadril enquanto ele está relaxado.

Também devemos incluir exercícios específicos para avaliação postural na Avaliação MIT. Combine os exercícios com os conhecimentos que extraiu dele durante a entrevista, e você consegue enxergar seu corpo muito melhor.

3. Avaliação do Movimento

Assim como a postura, o movimento deve ser avaliado desde que você vê o aluno pela primeira vez. Ela é uma das partes mais importantes no diagnóstico de uma patologia e para definir o tratamento. Devemos aproveitá-la para identificar:

  • Musculaturas tensionadas;
  • Musculaturas enfraquecidas;
  • Compensações musculares;
  • Desequilíbrios;
  • Problemas articulares.

Quer uma dica? Observe seu aluno em todos os movimentos e não só através de posturas estáticas. A avaliação estática é importante, mas está longe de ser o suficiente para entendermos a patologia ou lesão.

Por isso, os exercícios são a forma mais eficiente de avaliar alguém. Sempre dê preferência a exercícios funcionais que te ajudam a ver o movimento como ele é feito na vida diária. Movimentos como prancha, agachamento e afundo, por exemplo, servem tanto como avaliação quanto como tratamento.

4. Avaliação de Fatores Psicológicos

Seu aluno sente dor? Então talvez existam fatores que vão além do trauma ou lesão física causando o desconforto. Isso fica bastante evidente quando trabalhamos com casos de dores crônicas. Muitas vezes, a lesão que deu início à dor já foi tratada e, na teoria, curada, mas a pessoa continua sentindo o desconforto.

O motivo pode estar escondido através de fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão. Em alguns casos precisamos trabalhar em parceria com um profissional da psicologia para conseguir alcançar equilíbrio entre mente e corpo.

5. Reavaliação

Quem disse que seu trabalho acabou depois de avaliar o paciente uma vez? Nada disso! Ainda é preciso realizar avaliações periódicas, tanto para mostrar resultados à pessoa, quanto para acompanharmos sua evolução e melhorar o tratamento.

Gosto de trabalhar com o conceito de avaliação contínua, no qual avalio os movimentos do aluno toda aula, mesmo sem ele saber. É a melhor forma de manter seu tratamento eficiente e conseguir identificar erros que fizemos na avaliação inicial.

Concluindo…

Quer oferecer o melhor tratamento possível para seu aluno ou paciente? Então não esqueça de avaliá-lo muito bem! Algumas vezes nos preocupamos tanto com os exercícios que esquecemos que devemos entender como o corpo e suas compensações funcionam.

Nunca deixe de avaliar e nunca faço isso com pressa ou sem atenção. Para te ajudar ainda mais, separei alguns conteúdos a respeito da Avaliação MIT para você continuar estudando, dá uma olhadinha:

Written by Keyner Luiz

criador do MIT – Movimento Inteligente e instrutor de Pilates e Treinamento Funcional. Fisioterapeuta formado pela UNISANTA, Pós-Graduado em Fisiologia do Exercício (CEFE), Especialista em Acupuntura (CEATA), Especialista em Quiropraxia (Instituto Physion). Possui Formação em Mat Pilates, Pilates Studio, Pilates Fisioterapêutico, Pilates Original Clássico, e muitas outras especializações em Pilates.

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