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Exercícios Físicos nas Dores Neuropáticas: Como Realizá-los?

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Você sabia que uma boa parte das dores no corpo podem ser de origem neural? Essas são as chamadas dores neuropáticas!

As dores neuropáticas podem trazer um grande incomodo, afetando diretamente o dia-a-dia do ser humano.

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Sentir dor é desagradável para qualquer pessoa e, quando ela se torna contínua é pior ainda! A dor é subjetiva, ou seja, depende do relato da pessoa que a sente, sendo difícil de classificar. Mas podemos classificá-la em aguda ou crônica conforme o tempo que está instalada.

Desta forma, preparamos este texto para que você possa entender o que são as dores neuropáticas e como os exercícios físicos podem ser eficientes para o tratamento da mesma. Continue lendo e descubra!

O Que são Dores Neuropáticas

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De acordo com a Associação Internacional de Estudo da Dor (IASP), as dores neuropáticas podem ser definidas como as dores causadas por lesão ou doença do sistema nervoso somatosensitivo. Ou seja, é um tipo de dor crônica associada a doenças que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC) como o cérebro, a medula espinhal ou os nervos periféricos (Sistema Nervoso Periférico-SNP).

A dor neuropática pode se manifestar de diversas maneiras no corpo, podendo gerar uma sensação de queimação, choque, pinicadas ou até mesmo peso na região que podem ser ou não acompanhadas de formigamento.

Essas dores podem ser causadas por diversos fatores como: traumas diretos na região, amputação de membros, neoplasias, radioterapias, alcoolismo, deficiência de vitaminas do complexo B, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, Doença de Parkinson, Herpes Zoster, hérnias de disco, doenças autoimunes e AIDS.

Como Diagnosticar e Tratar as Dores Neuropáticas?

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Diagnosticar e tratar as dores neuropáticas pode ser bem complicado, isso pois para que isso aconteça, é necessário identificar primeiro em que estágio ela se encontra. Isso sem contar que este tipo de dor pode ser facilmente confundido com dores muscoesqueléticas.

Para se ter uma ideia da gravidade da dor neuropática é necessário medi-la através de uma escala que dor que vai de 0 (caracterizado como nenhuma dor), até 10 (onde a dor é insuportável).

No tratamento, pode-se utilizar métodos como: ingestão de medicamentos, métodos invasivos e até mesmo físicos. Até porque muitas vezes apenas a ingestão de medicamentos pode não ser eficaz no tratamento.

Não podemos pensar só no quadro de dor, mas sim na doença ou lesão acometida, tratando o todo, pois na maioria das vezes mesmo com todos os trabalhos conjuntos não conseguiremos acabar com a dor, mas proporcionar um alívio desta.

O Papel do Educador Físico no Tratamento

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Para realizar o tratamento das dores neuropáticas através dos exercícios físicos é importante visar primeiro a causa da dor, levando em conta as condições físicas e fisiológicas do indivíduo para então planejar os exercícios que irão auxiliar na sua percepção do corpo, assim como a resistência física, a capacidade cardiovascular e pulmonar, a coordenação e a capacidade para gerir o estresse.

Após a avaliação, o profissional poderá concentrar o tratamento na funcionalidade e evitar o desuso para não ocorrer atrofia e contraturas.  Através dos exercícios pode-se tirar a atenção das “incapacidades” do indivíduo e focar nas suas habilidades em manejar estas incapacidades e como se adaptar a sociedade.

Tipos de Exercícios Físicos Para Dor Neuropática

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O tipo de exercício físico para dor neuropática vai depender do quadro clínico do aluno, além da motivação frente à modalidade escolhida ou sugerida.

Podem ser utilizados como forma de tratamento a caminhada, a dança, o Pilates, ioga, alongamento e até mesmo a musculação

Além dessas, podem ser utilizados também os exercícios na água como natação, hidroginástica e também watsu (shiatsu e alongamentos passivos).

Estudos recentes associam a redução da dor a exercícios cardiovasculares, sendo que a intensidade é fundamental. Esta deve ser de moderada a intensa (lembrando que intensa não é exaustiva), pois aumentam a percepção e o limiar de dor.

Benefícios do Exercícios físico para a Dor Neuropática

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Praticar exercícios físicos como forma de tratamento para a dor neuropática pode garantir diversos benefícios para o indivíduo como:

  • Aumento dos níveis de serotonina e das catecolaminas, dopamina e noradrenalina, após o exercício, que são neurotransmissores que atuam no cérebro, e estão ligados a modulação da dor, ao prazer e a motivação;
  • O hormônio do crescimento, cuja secreção está diretamente dependente da carga e da frequência do exercício, também participa da modulação da dor e induz a analgesia;
  • Aumenta o limiar de dor pela liberação de opióides endógenos;
  • Relaxamento de estruturas tensas ou contraturadas;
  • Restauração da função, força e trofismo muscular;
  • Melhora as condições circulatórias e respiratórias;
  • Desenvolvimento da propriocepção, flexibilidade articular;
  • Dessensibilização de áreas dolorosas, liberação de aderências teciduais, redução de zonas reflexas, melhoria da elasticidade muscular e tendíneo-ligamentar;
  • Com efeito no ganho de função e mobilidade, promove autonomia funcional;
  • Aumenta o bem-estar, uma vez que o indivíduo passe a ter resultados com os exercícios.

Cuidados a Serem Tomados

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Ao realizar exercícios físicos para o tratamento das dores neuropáticas é importante lembrar que nem sempre um quadro de disfunção neurológica tem comprometimento cognitivo, então atenção para não infantilizar o atendimento com um adulto, o que pode desmotivar e prejudicar os resultados.

Orientar o aluno na escolha de calçados adequados também é importante e no caso de neuropatia diabética examinar os pés diariamente, para detectar precocemente possíveis lesões.

Aconselhar a ter um sono regular também irá auxiliar para uma garantia do tratamento, pois a carência reduz a secreção de alguns hormônios como o do crescimento podendo causar dores difusas.

Os objetivos iniciais do aluno devem ser simples (pesos, repetições, número de exercícios), para as metas serem alcançadas e não o desmotivar.

Atentar para a falta de sensibilidade na região acometida, pois às vezes quando utilizados acessórios, podem lesionar a área e o aluno não se dar conta.

Conclusão

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A dor neuropática prejudica a vida do ser humano em diversos aspectos, seja na locomoção, no trabalho ou até mesmo no convívio social. Sendo assim, é importante que haja uma boa avaliação para o tratamento da mesma.

Um profissional de educação física será capaz de fazer uma boa avaliação física do aluno, acompanhar detalhadamente sua situação clínica. Assim é possível fazer uma prescrição individualizada.

Os exercícios físicos são benéficos nos casos de dor crônica, desde que sejam planejados e de acordo com as condições psicomotoras do aluno. Ele tem que ter prazer em praticar e sentir-se confortável enquanto pratica.

O importante mesmo é incentivar o aluno a se manter aderido ao programa de exercícios e ao tratamento como um todo, para que o mesmo possa se sentir motivado, mesmo que os resultados demorem para aparecer!

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